Ver crianças infelizes, desajustadas e desrespeitadas deixa-me "doente"


O meu coração fica pequenino, apertado. A angústia esmaga-me e a emoção de revolta deixa-me pronta para agir, para propor, para mudar.

Como é possível ter uma criança de 5 anos fechada num apartamento com uma grande televisão à frente e um grande telemóvel na mão e um grande tablet sentado consigo no sofá?
Onde estão os adultos nesta altura?
Diz-me "A tratar de assuntos" ou "A dormir" ou "A arrumar a casa" ou .... ou ... ou ....
Depois, quando esta mesma criança se apresenta eufórica, completamente excitada, com um grau de energia que nem ela sabe como lidar, ouve-se (provavelmente) dos mesmo adultos "Pára." "Calma" "Assim não vamos passear onde queres." "Não te aviso mais vez nenhuma" etc etc etc

Conheces a história da gaivota que cresceu numa capoeira?

Conheces?
Em modo resumo e com uma pitada de interpretação minha:
Era uma vez uma gaivota que nasceu e cresceu numa capoeira. Ela sentia-se diferente mas não sabia porquê. Ela sentia vontade de voar mas nunca tinha visto ninguém à sua volta fazê-lo. Mesmo quando lhe diziam que ela sabia voar, porque era gaivota, ela não acreditava.

Agora esta história veio-me à memória.

Falta menos de um mês para me despedir desta profissão que escolhi ter durante estes 4 anos.
Falta menos de três meses para me casar com o amor da minha vida.

E, sem ser de repente porque tudo foi pensado, sentido e conscientemente decidido, a minha vida vai dar uma nova volta. Uma nova volta. Mais uma volta.

Como falar com o teu obstetra sobre o teu plano de parto?

 
Olá!
 
Este é um assunto, por vezes, delicado por parte das grávidas. Pelo menos da experiência que tenho, mesmo que a mulher e o casal se informem, mesmo que saibam o que preferem e o que lhes faz mais sentido para o momento do parto e pós-parto imediato e mesmo que estejam confiantes em relação a essas escolhas e preferências, a aproximação da consulta com a médica e o falar sobre isto, nem sempre é fácil.
 
Vivemos numa sociedade em que os médicos são, quase, idolatrados, e que a sua palavra é verdade absoluta. E quando, de alguma forma, enquanto utentes, tomamos iniciativa de qualquer coisa, temos medo de ser mal interpretados, de acharem que nós é que sabemos, e até podem achar que estamos a tentar assumir o seu papel sem ter qualquer conhecimento, formação e experiência para isso.
 
Acho importantíssimo que trabalhemos no sentido de criar empatia com os médicos que nos assistem. Os médicos que nos assistem, normalmente - no caso da especialidade Obstétrica, foram escolhidos por nós. Por isso, à partida, são pessoas e profissionais em quem confiamos. Certo?

Olha para as tuas experiências sexuais e poderás prever o teu parto


Muitas são as vezes em que estou a ver vídeos de partos e o G. me pergunta: "Estás a ver vídeos sexuais? Que gemidos são esses?"
Já te aconteceu? Já experimentaste fechar os olhos durante um vídeo de parto e apenas ouvir? Consegues sentir as semelhanças entre o parto e a relação sexual?
É normal que sim já que o parto é uma experiência sexual da mulher :)

O que te quero hoje trazer aqui é um exercício que me foi proposto na formação com a Naoli e que foi revelador para mim! :D

A Naoli em Portugal, e eu totalmente rendida com esta experiência

Bom dia!!

Voltou o meu entusiasmo, a minha alegria, a minha fé e a minha coragem! 
Renasci nestes quatro dias intensos de formação com a querida parteira Naoli Vinaver e com este grupo de mulheres encantadoras, maravilhosas, apaixonantes, irmãs.

E antes que toda a emoção, que veio comigo depois destes dias de partilha, se desvaneça, partilho já já alguns dos tesouros que a vida me ofereceu :D

Mais do que conhecimento, eu renasci neste curso. 
Eu cheguei um pouco apática, descrente, desmotivada, perdida e com uma sensação de vazio. E eu saí de lá cheia, transbordante de alegria, de sentimento de pertença, de fé, de motivação, de alegria pela vida. Totalmente de olhar renovado depois de uma desintoxicação mental e emocional a que me entreguei.