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Como ajudar um bebé que nasceu por Cesariana?


Estou para escrever este post há mais de dois meses e finalmente hoje, consigo sentar-me, em silêncio, e dar toda a atenção que este assunto merece :).

Como já falei aqui no blog e partilhando algumas palavras do terapeuta Karlton Terry o parto é um momento traumático para o bebé. Seja parto vaginal natural, parto vaginal intervencionado ou cesariana. 
A verdade é que há formas de nascer mais traumáticas do que outras e há formas também, que estão ao nosso alcance, para minimizar os traumas do parto no bebé.

Sabendo já o impacto que a forma de nascer tem em toda a vida do novo ser e como essas memórias ficam profundamente marcadas nas suas células, de que forma podemos minimizar este trauma ao longo dos primeiros meses de vida do bebé?

Sabemos que a Cesariana é uma cirurgia que salva vidas. E tanto salva a vida do bebé como da mãe. Isto é inegável e toda a vez que apetece "crucificar" a Cesariana, é bom que nos lembremos disto!
A verdade também é que muitas vezes recorre-se a Cesariana sem haver risco de vida e aí sim, é bom repensar nas nossas escolhas enquanto mulheres, mães, cidadãs, profissionais de saúde, e em última instância, Humanidade. 

VBAC - Vaginal birth after cesarian

Começo este post com este vídeo e com esta partilha. O blog "Do seu pai" foi descoberto por mim há uns meses e é das leituras mais ternurentas e mais emocionantes que tive o prazer de assistir. O rol de emoções que este senhor desperta em mim é surreal e eu transformo-me com as suas palavras, com as suas homenagens constantes à vida que escolheu, à mulher com quem partilha essa vida e aos filhos que a preenchem. Vale muito muito a pena! Vejam :)

O que é VBAC? 

As siglas são de Vaginal Birth After Cesarian. O parto vaginal depois de cesariana. Foi em 1916 que surgiu um artigo ("Uma vez cesariana, sempre cesariana") cujo título condicionou as nossas ideias sobre a possibilidade que existe de ter um parto vaginal após ter sido feita cesariana. Nesta altura a incisão era feita verticalmente e o risco de ruptura uterina era grande. Actualmente, com a incisão baixa segmentar a ruptura é reduzida.